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Prêmio Cineclube Mário Gusmão

O cadeado – Leon Sampaio

Tendo em vista o cinema como gerador de inquietações e discussões, o Cineclube Mário Gusmão escolheu o filme “O Cadeado”, de Leon Sampaio. O filme surge da problematização de um cotidiano existente em diversas regiões do país e aponta esperançosamente para a crença no outro, na coletividade e nos valores humanos. Uma ideia simples e uma situação crítica, trabalhada de forma segura.

Competitiva Baiana – Melhor Curta 

Arremate – Rodrigo Luna

Pela economia narrativa e a capacidade de conduzir a trama através dos diálogos, se utilizando de elementos da comédia para fazer uma aguda crítica social.

Competitiva Baiana – Prêmio Especial do Júri 

Desvelo – Clarisssa Rebouças

Pela delicadeza e simplicidade com que trata o amor. Com enquadramentos criativos e identidade estilística.

Competitiva Baiana – Menção Honrosa

Rua dos Bobos – Ohana Almeida

Pela atmosfera mágica, a inovação no desenho de som e experimentação da linguagem audiovisual.

Júri Jovem – Curta-metragem Nacional

Odete – Ivo Lopes Araújo, Luiz Pretti e Clarissa Campolina

Pela construção de uma dramaturgia que mobiliza afetos, valorizando o silêncio e o vazio, numa composição que traduz muito bem a psicologia de personagem, o Júri Jovem do 8º Panorama Coisa de Cinema aponta como melhor curta-metragem, o filme Odete, de Ivo Lopes Araújo, Luiz Pretti e Clarissa Campolina.

Júri Jovem – Longa-metragem

Esse amor que nos consome – Allan Ribeiro

Pela defesa do fazer artístico; narrando, a partir da interação de diferentes linguagens, uma história de resistência com sutileza e contraste, o Júri Jovem do 8º Panorama Coisa de Cinema escolhe como melhor longa-metragem, o filme Esse Amor que Nos Consome, de Allan Ribeiro.

Júri Oficial – Prêmio especial para curta-metragem nacional

A onda traz, o vento leva – Gabriel Mascaro

Com um olhar humano e sensível, o realizador retrata o cotidiano de um homem de forma afetuosa e sem nunca perder o sentido de humor, social e poético.

Júri Oficial – Melhor curta-metragem nacional

Dizem que os cães dizem coisas – Guto Parente

Através do olhar crítico dos cães e de uma imagética original, o filme explora comportamentos particulares de uma classe social que se apresenta à beira da desintegração.

Júri Oficial – Prêmio especial para longa-metragem

Doméstica – Gabriel Mascaro
Processo criativo original que nos mostra relações laborais e pessoais, em que o foco das relações de poder intrínsecas se agudizam, à medida que tomamos consciência de cada caso.

Júri Oficial – Melhor longa-metragem

O Som em Redor – Kleber Mendonça Filho
O realizador, de forma brilhante e em estrutura mosaico, faz o retrato de uma classe social de forma crítica e com grande coerência ética, estética e política.

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Quatro produções nordestinas venceram as principais categorias do VIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. O prêmio de Melhor Longa Nacional foi para o pernambucano “O som ao redor”, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, que esteve no festival para receber o prêmio. “Ser destacado em uma safra que eu particularmente acho muito boa do cinema brasileiro é especial”, declarou o diretor, cujo filme foi premiado na mesma noite na Mostra de Cinema Internacional de Cinema de São Paulo.

“O som ao redor” venceu o prêmio de R$ 10 mil em dinheiro do Panorama, que também destinou um prêmio especial para “Doméstica”, de Gabriel Mascaro, contemplado com R$ 12 mil em serviços no estúdio Quanta. Também pernambucano, Gabriel recebeu ainda premiação especial para seu curta-metragem “A onda traz, o vento leva”. Gabriel foi representado por Natalice Sales, produtora de “Doméstica” na Bahia.

O prêmio principal de curta nacional foi para “Dizem que os cães vêem coisas”, do cearense Guto Parente. Os vencedores das categorias nacionais foram escolhidos pelo cineasta Eryk Rocha, pela curadora do BAFICI Violeta Bava e pelo diretor do IndieLisboa Miguel Valverde.

Dois filmes foram contemplados na categoria melhor curta baiano: “Arremate”, de Rodrigo Luna, contemplado com R$ 5 mil em dinheiro; e “Desvelo”, de Clarissa Rebouças, que ganhou R$ 6 mil em serviços no Quanta. Os filmes foram eleitos pela cineasta Gláucia Soares, o roteirista Guilherme Sarmiento e o diretor de fotografia Alberto Ianuzzi.

Confira a lista completa de premiados:

Júri Oficial Competição Nacional

Melhor Longa – O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho (R$ 10 mil)

Prêmio Especial do Júri – Doméstica, de Gabriel Mascaro (R$ 12 mil em serviços, oferecidos pelos estúdios Quanta)

Melhor Curta – Dizem que os Cães Vêem Coisas, de Guto Parente (R$ 10 mil oferecidos pelo IRDEB)

Prêmio Especial do Júri  – A Onda Traz, O Vento leva, de Gabriel Mascaro

Menção Honrosa – Luna e Cinara, de Clara Linhart

Menção Honrosa – Odete, de Ivo Lopes Araújo, Clarissa Campolina e Luiz Pretti

Júri Jovem Competição Nacional

Melhor Longa – Esse Amor que Nos Consome, de Allan Ribeiro

Melhor Curta – Odete, de Ivo Lopes, Clarissa Campolina e Luiz Pretti

Júri Oficial Curtas Baianos

Melhor Curta – Arremate, de Rodrigo Luna (R$ 5 mil); e Desvelo, de Clarissa Rebouças (R$ 6 mil em serviços, oferecidos pelos estúdios Quanta)

Menção Honrosa – Rua dos Bobos, de Ohana Almeida

Prêmio ABCV (troféu confeccionado por Leonel Mattos)

Menção Especial: A Descoberta, de Ernesto Molinero

Prêmio ABCV / ABD-BA: Joelma, Edson Bastos

Prêmio Cineclube Mário Gusmão (júri formado em Cachoeira)

O Cadeado, de Leon Sampaio

A inédita parceria do Panorama Internacional Coisa de Cinema com o Animage foi o destaque da programação do último dia da 8ª edição do festival. Seis animações de diferentes países, incluindo Estônia e Coreia do Sul, foram apresentadas para um público ávido em conhecer melhor o universo do cinema de animação. A sessão foi acompanhada pela curadora do Animage, Nara Normande, que apresentou os filmes falando um pouco das técnicas usadas.

Nara respondeu a perguntas sobre o festival realizado anualmente em Recife e Olinda, informando que é responsável pela curadoria desde a segunda edição. Na quarta edição, o Animage teve filmes de 49 países entre os inscritos e busca valorizar o cinema independente, com maior liberdade de linguagem e técnica. “Também consideramos uma diversificação de técnicas para a curadoria”, complementa.

Durante o bate-papo, Marília Hughes, coordenadora do Panorama, destacou que este ano pela primeira vez uma animação esteve na competitiva nacional. O público ficou especialmente curioso com o último curto exibido na sessão Animage: Le grand ailleurs et le petit ici. O interesse vem do uso da técnica de animação com alfinetes, dando a impressão de um desenho com textura especial.

O dia foi marcado também pela reexibição de “Da Maré”, documentário da norte-americana Annie Eastman filmado nas palafitas de Massaranduba. A sessão foi novamente acompanhada pelo produtor Gustavo Gelmini e moradores da comunidade retratados no filme. Nos comentários, elogios, agradecimentos e o desejo que o filme circule não só em festivais, mas em escolas e no circuito comercial, além de ser exibido para os governantes da Bahia e Salvador.

As últimas sessões competitivas do VIII Panorama Internacional Coisa de Cinema reuniram diferentes linguagens e gêneros. Na sessão competitiva nacional, a animação “Dia Estrelado”, de Nara Normande (primeiro filme nesta linguagem a concorrer no festival) encantou o público com suas belas imagens. O curta foi exibido com “Dona Sônia pediu uma arma para o seu vizinho Alcides”, de Gabriel Martins, e “A cidade é uma só?”, de Adirley Queirós.

Nara ressaltou o quanto aprendeu com a produção do filme, seu primeiro, e pelas dificuldades que passou para finalizar após a ocorrência de um roubo. Já para Adirley, os “problemas” aconteceram no início, quando a ideia de fazer um filme que retratasse a beleza de Brasília se transformou em algo radicalmente diferente: um roteiro que traz a memória da opressão vivida pelas pessoas que fundaram a Ceilândia a partir do processo de retirada de Brasília.

No caso de Gabriel a mesma vontade de mostrar como o mundo vê determinadas pessoas, exteriorizando na arquitetura a psicologia do personagem. Múltiplas nuances humanas também estiveram presentes em filmes da competitiva baiana, a exemplo de Esc4Escape, de Alexandre Guena, curta  que disse ter construído de forma coletiva com os quatro atores principais.

Na competitiva foram exibidos ainda “Desvelo” (Clarissa Rebouças), “Entre Passos” (Elen Linth), “Isso não é o fim” (João Gabriel) e “Joelma” (Edson Bastos). O único diretor que não estava presente foi João Gabriel, que também não mandou representante.

Elen disse que o grande desafio do seu filme era pegar características da memória e transformar em imagens, revelando essa personagem marcada pela violência sofrida na infância. Clarissa contou que seu curta foi livremente inspirado em uma peça chamada Agreste, mas que sentiu necessidade de atualizar as referências temporais dessa história de amor. Ela ressaltou que a questão LGBT está presente na sua vida através de amigos que enfrentam esses preconceitos.

A temática também aparece no filme de Edson Bastos, que apresenta a vida e desventuras da primeira transexual da Bahia, nascida em Ipiaú, cidade natal do diretor, onde a personagem ainda vive.

A noite terminou com a pré-estreia de “Ritos de Passagem”, novo filme de Chico Liberato, pioneiro da animação no Nordeste e único realizador a produzir longas de animação na região. O palco foi tomado por toda a equipe presente, respondendo a questionamentos como o do menino que não entendia em que parte do filme todos eles apareciam.

Filmes que emocionaram o público, fazendo-o mergulhar nos sentimentos mostrados na tela marcaram o sexto dia do VIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Tudo começou com a exibição de “Da Maré”, de Annie Eastman, documentário que mostra a vida em palafitas no bairro de Massaranduba. Com forte presença da comunidade, que reagia animada a cada novo personagem e situação, o filme foi exibido pela primeira vez em Salvador.

Aplaudido de pé, o filme rendeu um extenso debate com a presença do produtor Gustavo Gelmini e de moradores retratados no documentário: Genilza Ferreira (Geni), Honorato Moraes Trindade (Norato), Maria de Jesus Souza (Jesus) e Maria da Paixão Santos Marques (dona Maria). A diretora Annie, que mora nos EUA, não pôde comparecer por estar grávida e com contra-indicação de viajar.

Gustavo contou que Annie virou cineasta para contar a história daquele lugar, que conheceu anos antes durante voluntariado em ONG local. “Foi uma descoberta tanto para mim quanto para ela, eu também era gringo em relação a esta realidade”, confessou. Questionados sobre a sensação de se ver na tela, os moradores ficaram entre o estranhamento com a própria imagem e a realização de poder contar suas histórias de vida.

Narrador e responsável pelas entrevistas com os moradores mostrados, Norato disse que recebeu muitas dicas de Gustavo para assumir este papel de fio condutor da narrativa. Como Annie era muito próxima de todos, Geni disse que era possível esquecer que ela estava filmando, ficando 100% à vontade na situação. A comunidade vê o filme como instrumento de luta para eliminar de vez a vida nas palafitas, que ainda abriga cerca de 100 famílias nas várias áreas de Alagados.

A emoção também transbordou da tela na Competitiva Nacional VII que reuniu “Ausência” (Jardel Tambani), “Odete” (Ivo Lopes Araújo, Luiz Pretti e Clarissa Campolina) e “O que se move” (Caetano Gotardo). Diretor do filme com título que traduzia a tônica da sessão, Jardel é personagem da sua produção, que gira em torno da perda do seu pai. “Lembrava de pouca coisa dele, com o filme construí uma pessoa que até então não estava clara”, declarou.

Confrontado por Cláudio Marques com a semelhança estrutural das três histórias contadas em seu filme com as tragédias gregas, Caetano disse que não foi um processo consciente, mas reconhece essa ligação. “É uma resposta à minha reação ao ler essas notícias”, disse sobre a produção, baseada em três reportagens distintas sobre diferentes forma de perdas de um filho. Para ele, tudo nasce do interesse em pensar o entorno dessas tragédias, pensar o que as pessoas são para além dela.

Dessacralizando a relação mão e filha, Ivo revelou que a ideia não nasceu já formatada dessa forma, mas com a intenção de falar de uma ambigüidade de relação. “Me interessa muito o lado sombrio dos desencontros”, concluiu.

Sala lotada na exibição da Competitiva Baiana I, dia 29 de outubro, com aplausos que revelavam a empolgação do público e a presença de torcidas das produções apresentadas. A sessão foi composta por “Rua dos Bobos” (Ohana Almeida), “O velho e os três meninos” (Henrique Filho), “A descoberta” (Ernesto Molinero), “O cadeado” (Leon Sampaio), “Premonição” (Pedro Abib), “Amém” (Marcus Curvelus) e “Arremate” (Rodrigo Luna).

Após a exibição os diretores, com exceção de Pedro Abib e Ernesto Molinero, responderam a perguntas do público sobre suas produções. Os filmes “Premonição” e “A descoberta” foram representados por Adler Paz e Milena Santos, respectivamente. Alguns destacaram a importância do Panorama Internacional Coisa de Cinema e a alegria de participar da 8ª edição, caso de Rodrigo Luna que afirmou freqüentar o evento desde o início e meio que completar um ciclo exibindo seu filme na mostra.

Cláudio Marques aproveitou o debate para fazer algumas provocações, extraindo dos cineastas Ohana Almeida, Henrique Filho e Leon Sampaio novas reflexões sobre suas criações. Enquanto Ohana falou sobre a intenção de abrir muitas possibilidades de interpretação, Leon confessou que hoje daria um outro tratamento ao simbólico cadeado mostrado nas cenas.

Já Marcus Curvelus explicou o conceito de “filme golfada”, criado pelo Cual (Coletivo Urgente de Audiovisual), grupo do qual faz parte. Marcados pela alta produtividade, eles chamam desta forma os filmes feitos em uma só saída, caso de Amém, gravado em uma única noite durante uma missa.

Na Competitiva Nacional VI, uma viagem sensorial com “Laje do Céu” (Leonardo França), “A onda traz, o vento leva” (Gabriel Mascaro) e “Otto” (Cao Guimarães). Presentes na sessão, Gabriel e Leonardo falaram com o público após a sessão, explicando um pouco dos seus processos de criação. Com uma ficção criada com não atores e aproveitando características da vida real dos personagens mostrados. Ele ressaltou que estabelecer os limites entre o que ele cria e o que é trazido pelas outras pessoas é bem difícil, classificando como um processo coletivo.

“Há roteirização, interpretação…mas tudo para trazer o cotidiano para o filme”, declarou Gabriel que mostra no seu curta um homem surdo dentro de situações comuns, marcando o quanto a deficiência não o diferencia dos demais. Leonardo falou sobre a nostalgia presente na sua produção, com cenas simbólicas, como a que encerra o curta, que simbolizam o avançar e retornar típicos da vida.

A mistura de afeto e relação profissional que marca o trabalho doméstico deu o tom da Competitiva Nacional IV, que reuniu os filmes “Pra eu dormir tranqüilo” (Juliana Rojas), “Luna e Cinara” (Clara Linhart) e “Doméstica” (Gabriel Mascaro). O primeiro lança mão do terror, o segundo revela uma história da família da diretora, e o terceiro traz o resultado de uma experiência de criação coletiva. Esses aspectos foram discutidos pelos diretores após a sessão, realizada no quarto dia do VIII Panorama Internacional Coisa de Cinema.

“Todos os filmes que fiz têm esse recorte do universo doméstico de classe média, essa possibilidade de ter um vínculo sem uma conexão biológica”, analisou Juliana Rojas. Também explorando esse vínculo, Clara falou sobre a experiência de mostrar sua avó, revelando sua própria vivência familiar ou a ausência de uma família, preenchida por alguém que não tem esse laço de sangue.

Enquanto as diretoras se aproximaram de temas ou personagens com os quais já se relacionavam, Gabriel realizou um filme de pesquisa, montado a partir do material captado por adolescentes de diferentes capitais brasileiras. Os jovens receberam a missão de filmar suas empregadas domésticas ao longo de uma semana, recebendo para isso uma câmera, um tripé e equipamento de som. “Gosto de pensar esse filme como uma negociação da imagem”, declarou.

Comentando a decisão de montar o filme em blocos, o diretor afirmou que a intenção era evitar um olhar generalista, deixando claro que cada história revela uma forma diferente de construção dessa relação. As maneiras de se relacionar com o mundo também estiveram presentes na Competitiva Nacional V, que exibiu “Os mortos-vivos” (Anita da Silveira), “Na sua companhia” (Marcelo Caetano) e “Boa sorte, meu amor” (Daniel Aragão).

Para Anita, seu filme mostra “a perda da ilusão do amor, daquela ideia mais platônica”, falando sobre o processo de desespero de encontrar o outro e nem sempre banalizar o objeto da paixão. Marcelo, cujo filme também fala de encontro/desencontro, comentou algumas escolhas de direção, declarando “a câmera no filme conversa com o corpo”.

A noite foi encerrada com a conversa entre o público e os representantes dos filmes “Os barcos” (o diretor Caetano Gotardo) e “Tabu” (o produtor Fabiano Gullane). Caetano comentou a profusão de sentimentos entre os jovens personagens do curta, inspirado no livro “As ondas” de Virgínia Woolf, metaforizada na água sendo constantemente movimentada na bacia. Já Fabiano informou que “Tabu”, de Miguel Gomes, só entra em cartaz no ano que vem, e contou algumas das escolhas do diretor.

O produtor revelou que o filme é fortemente influenciado pelo cinema mudo de Murnau, importante referência para o diretor Miguel Gomes, e ressaltou a mescla de uma história clássica com jeito de contar incomum nos dias de hoje. Sobre o processo de filmar na África, ele revelou que “a aventura que o filme narra também caracteriza o processo de fazê-lo”, incluindo aí a necessidade de adaptar o roteiro ao orçamento bruscamente reduzido.